Mary T. Smith

Estados Unidos da América, 1904 - 1995

Mary T. Smith nasceu no Condado de Copiah no sul do Mississippi e cresceu numa família de arrendatário rural. Em criança já tinha dificuldades auditivas que lhe impossibilitavam o contacto social. Teve de trabalhar na terra desde tenra idade. Neste ambiente, desenvolveu um forte enfoque criativo, juntamente com uma notável vontade de sobreviver. Desde muito cedo começou a desenhar figuras e palavras na terra dos campos. Foi só quando era muito mais velha que começou a transmitir a sua própria visão de criação na sua obra de arte. As suas obras aparecem codificadas, como os fragmentos de texto que inclui entre elas. O galerista parisiense, Christian Berst, descreve a sua obra como “uma espécie de blues gráfico”, que oscila entre as esferas mortal e devota. Os materiais que utilizou foram pedaços de madeira e sucata de metal que recolheu e que partiu em pedaços e decorou coloridamente com tinta barata. Apesar dos muitos temas religiosos do seu trabalho, hoje em dia, este é visto como subversivo. Na sua velhice, viveu numa casa modesta em Hazlehurst. Mary T. Smith é considerada uma das mais importantes representantes femininas da Art Brut afroamericana. Jean-Michel Basquiat ficou entusiasmado por descobrir o trabalho dela numa exposição em Nova Iorque. Em 2013, a galeria Christian Berst Art Brut em Paris exibiu as obras de Smith e publicou a primeira monografia sobre a artista. Alguns exemplos das suas obras podem ser encontrados na Collection abcd de Bruno Decharme, França, e na coleção Kurt Steinke, Áustria.

Fonte: Living in Art Brut

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