TEATRO ANATÓMICO
Uma criação de João Sousa Cardoso
A partir da Coleção Treger Saint Silvestre

A convite do Centro de Arte Oliva, João Sousa Cardoso construiu uma visão única sobre a Coleção Treger Saint Silvestre, uma das mais relevantes coleções europeias de arte bruta/outsider, numa criação site-specific onde a dramatização dos corpos, dos objetos e das presenças dialoga com a tradição do teatro.

Inspirada no Teatro Anatómico  de Pádua, em Itália – o primeiro teatro anatómico permanente do mundo, inaugurado em 1595, exemplo do progresso científico no estudo da anatomia e modelo para os teatros anatómicos nas principais universidades da Europa – que Goethe visitou e admirou na sua viagem a Itália, Teatro Anatómico pretende dissecar e refletir uma coleção complexa, sinuosa e orgânica, desalinhada do campo da arte contemporânea. Ao mesmo tempo, Teatro Anatómico convida a uma experiência local dos sentidos que implica os corpos e a materialidade das imagens, no tempo da economia virtual. E, num gesto político, a pensarmos a crueldade capaz de suspender os ciclos da barbárie.

Cenografia André Sousa

Em cooperação com o Centro de Arte Oliva, o museu gugging apresenta cerca de 150 obras de mais de 80 artistas da reconhecida Colecção Treger Saint Silvestre.

António Saint Silvestre e Richard Treger possuem uma das mais extensivas colecções privadas de Arte Bruta. Inclui artistas clássicos, como Aloïse Corbaz, Henry Darger e Adolf Wölfli, assim como artistas atuais, como Kostia Botkine, Misleidys Castillo Pedroso e Sébastian Ferreira. A Coleção Treger Saint Silvestre também tem trabalho de artistas do Gugging, como Laila Bachtiar e Philipp Schöpke, entre outros.

Além da qualidade das obras reunidas, a Colecção Treger Saint Silvestre destaca-se também pela alargada representatividade geográfica.

A exposição EUREKA! reúne obras de cerca de cinquenta autores pouco ortodoxos, sobretudo de artistas autodidatas, oriundos dos chamados domínios da arte bruta ou arte outsider, habitando muitos deles um lugar indeterminado entre a ciência e a criação artística, mas também entre a tecnologia e a metafísica. A exposição apresenta um panorama de projetos e investigações, de códigos, fórmulas e teorias que veiculam modelos alternativos de interpretação da realidade e que nos transmitem visões e soluções idiossincráticas do mundo. Simultaneamente, são expostos planos e projetos de invenções, máquinas e diversos veículos, criando estes últimos uma vasta galeria de aviões, carros, comboios e OVNIs.

EUREKA! retira o seu título da interjeição criada pelo matemático, físico e astrónomo da Grécia Antiga, Arquimedes de Siracusa, e desde há muitos séculos tem sido utilizada para expressar a felicidade e euforia das descobertas científicas e do conhecimento, celebrando a capacidade em se identificar, repentinamente, conceitos anteriormente incompreensíveis.

 

Artistas:

Adelhyd van Bender. Alexandre Medvedev. Alexandru Chira. André Robillard. Aníbal Brizuela. Artur Moreira. Charles Dellschau. Damián Valdés Dilla. Daniel Green. David Houis. Erró (Guðmundur Guðmundsson). Eudes Menichetti. Evaristo Rodrigues. Francis Marshall. François Burland. François Monchâtre. Gaël Dufrene. George Widener. Gérard Cambon. Gianni Antonelli. Giovanni Battista Podestà. Giovanni Galli. Giuseppe Barocchi. Guy Brunet. Henry Speller. Ionel Talpazan. Jacques Deal. James Chedburn. Jean Perdrizet. Jerry Gretzinger. Jesuys Crystiano. Johann Hauser. Johannes Stek. John Urho Kemp. José Johann Seinen. Julien Perrier. Jürgen Tauscher. Karl Hans Janke. Leos Wertheimer. Marco Raugei. Mattia Fiodispino. Melvin Way. Mónica Machado. Óscar Morales. Pepe Gaitán. Pépé Vignes. Roland Roure. Tom Duncan. Vitalis Čepkauskas. Warren Van Ess. Wesley Willis. Zdeněk Košek.

 

 

CASULOS. José Malhoa, Dado e Carolein Smit

 

O que há em comum entre Malhoa, Dado e Carolein Smit? Quais são os mundos que os aproximam e quais os que os separam? CASULOS. José Malhoa, Dado e Carolein Smit é o diálogo expositivo que responde a estas questões. O Museu José Malhoa será o local de encontro entre as obras mais “solares” de Malhoa e as obras de Dado e Carolein Smit, selecionadas a partir da Coleção Treger/ Saint Silvestre. Um encontro improvável que celebra Malhoa, Dado, Smit e a energia da vida sob a perspetiva de cada um dos artistas.

A Exposição CASULOS. José Malhoa, Dado e Carolein Smit. abre a 20 de maio, no Museu José Malhoa, nas Caldas da Rainha, e está patente até 9 de janeiro de 2022.

CASULOS é um projeto da Direção Regional de Cultura do Centro, financiado pelo IPDJ no âmbito do Orçamento Participativo Jovem 2018, e conta com a colaboração do Município de São João da Madeira, da coleção Treger/ Saint Silvestre, do Município de Figueiró dos Vinhos e da Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha.

 

 

 

 

 

 

Tu ch’entri qua pon mente
parte a parte
et dimmi poi se tante
maraviglie
sien fatte per inganno 
o pur per arte

 

O enigma que a esfinge nos coloca à entrada do parque dos monstros de Bomarzo principia o arranque de ideias que esteve presente na construção de Sereno variável,  uma exposição que congrega cerca de 170 obras dos diversos núcleos da colecção Treger Saint Silvestre. A selecção de trabalhos testemunha o gosto dos colecionadores para o retrato e a figura humana mas também para diferentes aproximações tanto ao nível do detalhe fisionómico e de processos de registo primorosos, como do desproporcional e do indeterminado, sem centro e sem margens. Sereno variável apresenta criaturas sábias entre sombras de maneirismo e grotesco, com ecos de literatura medieval e epopeias mitteleuropeias, que se espalham pelas salas com as contínuas referências mitológicas e enigmáticas, entre máscaras, sátiras e jogos ilusionísticos, surpreendendo com a sua irregularidade alienante.

Sereno variável é uma história, um destino, uma forma de escrita pessoal, o estudo de uma colecção, ou porventura a invenção de uma realidade onde ogni pensiero vola e contém tudo, cada gesto, cada escrito, cada rumor, cada descoberta, cada arquitectura cénica, perspectiva e reviravolta.

Antonia Gaeta

Artistas:

Abraham Hadad, Agatha Wojciechowsky, Agnès Baillon, Alain Lacoste, Albino Braz, Alekos Fassianos, Alessandra Michelangelo, Alexandre Lobanov, Almazov (Nicolaï Vorobiov), Aloïse Corbaz, Ana Carrondo, Anónimo espanhol (Collection Lafora), August Walla, Aurel Iselstöger, Barbara Demlczuk, C.V.M. (Carlos Victor Martins), Carlo Franco Stella, Christina Canetti, Daldo Marte, Davood Koochaki, Derrick Alexis Coard, Donald Mitchell, Donovan Durham, Dusan Kusmic, Dwight Mackintosh, Edmund Monsiel, Egidio Cuniberti, Ergasto Monichon, Ernst Kolb, Eugene von Bruenchenhein, Evaristo Rodrigues, Franck Lundangi, Friedrich Schröder-Sonnenstern, Gabriel Bien-Aimé, Gerald DePrie, Giovanni Battista Podestà, Giovanni Bosco, Gorgali Lorestani, Guo Fengyi, Hans Verschoor, Henry Speller, Igor Andreev, Jaber (Al-Mahjoub Jaber), Jacqueline Bartes, Jaime Fernandes, James Deeds, Janko Domsic, Jim Delarge, Joaquim Vicens Gironella, Johann Fischer, Johann Garber, Johann Hauser, John Henry Toney, Jorge Alberti Cadi, José Manuel Egea, Josef Karl Rädler, Joseph Barbiero, Josette Rispal, Karl Vondal, Kashinath Chawan, Lewis Smith, Lubos Plný, Malcom McKesson, Manuel Bonifácio, Manuel Carrondo, Marco Berlanda, Margarethe Held, Marilena Pelosi, Martha Grünenwaldt, Mary T. Smith, Masao Obata, Maurice Rapin, Michel Macréau, Miron Kiropol, Miroslav Tichý, Misleidys Francisca Castillo Pedroso, Mose Tolliver, Mozart Guerra, Nacius Joseph, Nina Karasek (Joële), P. Veerasamy, Paul Amar, Pépé Vignes (Joseph Vignes), Philipp Schöpke, Pierre Dessons, Pietro Ghizzardi, Prophet Royal Robertson, Raimundo Camilo, Reinaldo Eckenberger, Robert Combas, Roy Wenzel, Simone Le Carré-Galimard, Ted Gordon, Terry Turrell, Thornton Dial, Vitalis Cepkauskas, Wladyslaw Grygny, Ymène Chetouane, Zbyněk Semerák, ZMB (Rui Lourenço)

Anónimo

 

Lusofolia: A Beleza Insensata apresenta uma panorâmica da arte bruta/outsider lusófona com obras de mais de vinte autores de Portugal, Brasil, Angola e Moçambique. Obras dos portugueses Ana Carrondo, Artur Moreira, Carlos Victor Martins, Daniel Gonçalves, Guilhermina Júlia, Jaime Fernandes, João Fróis, José Ribeiro, Manuel Bonifácio, Manuel Carrondo, Mário Chichorro, Mónica Machado, ZMB (Rui Lourenço), Serafim Barbosa; dos brasileiros Albino Braz, Raimundo Camilo, Evaristo Rodrigues, Jesuys Crystiano, José Teófilo Resende e Marilena Pelosi; e trabalhos de anónimos angolanos são apresentados em coletivo, oferecendo-nos uma visão de conjunto inédita da arte outsider oriunda destas geografias.

Na exposição é exibido o filme Eternity has no door of Escape | Encounters with Outsider Art realizado em 2018 por Arthur Borgnis.

Uma versão mais reduzida da exposição Lusofolia foi apresentada entre março e maio de 2019 na Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva (Lisboa).

A exposição El ojo eléctrico com curadoria de Antonia Gaeta e Pilar Soler em exibição até dia 5 de Janeiro na La Casa Encendida reúne trabalhos de 41 artistas da nossa colecção.
Concentra-se na apresentação de uma série de obras que usam a linguagem artística para desvendar uma enigmática ida e volta entre várias dimensões ou entre uma realidade visível e invisível, através de mensagens encriptadas que usam estruturas cosmológicas como suporte para realidades e mundos diferentes, muitas vezes deliberadamente obscura e de iconografia complexa.
A compreensão destas obras reside no encontro entre formas e significados que reúnem entidades e figuras tutelares. Um projecto sobre o mistério do significado e da presença oculta. A exposição dramatiza estes elementos como se fossem memórias transitórias que se materializam em realidades múltiplas e complexas, cálculos concretos, pirâmides de poder, apatia combatida com a concretização de uma missão visionária.
Enfatiza-se uma impossibilidade desafiadora de decifrar na sua totalidade a mensagem inscrita nas obras, uma vez que os artistas muitas vezes agem como mediadores entre o mundo racional e o desconhecido ou transcendental. Estas obras tornam-se relatos do inconsciente e assumem, sem querer, aspectos subversivos diante do discurso da ordem estabelecida. Questionam os limites da razão através de diferentes mensagens codificadas, fórmulas, figuras inventadas e códigos secretos. Há sempre algo oculto que se torna um enigma e que emerge como o único espaço possível de libertação perante a sua condição patológica. O projecto expositivo, pensado nesses termos, mostra a força dos processos subjectivos, obsessões compulsivas e visões fantásticas.

 

 

Press Kit (SP)

 

More information about the exhibition:

Presented Artists

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Com curadoria de António Saint Silvestre, Lusofolia: A Beleza Insensata é a exposição patente na sala de exposições temporárias do Museu Arpad Szenes – Vieira da Silva de 21 de Março a 12 de Maio de 2019.

A exposição é organizada em parceria com o Centro de Arte Oliva, de S. João da Madeira, onde a colecção de Arte Bruta Treger / Saint Silvestre se encontra em depósito.

Nas palavras de Saint Silvestre, a Arte Bruta é a última descoberta artística do século XXI, a coqueluche das bienais, museus e feiras de arte internacionais, mas ainda não é popular em Portugal.

Os criadores de Arte Bruta portugueses, à excepção de Jaime Fernandes, ainda vivem numa “terra incógnita” e, por esta razão, Treger e Saint Silvestre decidiram nesta mostra reunir duas dezenas de artistas “Brutos” do mundo lusófono, pondo em paralelo Portugal, Brasil e Angola, pela primeira vez apresentados em colectivo.
Serão apresentadas obras dos portugueses Artur Moreira, Carlos Victor Martins, Jaime Fernandes, José Ribeiro, Manuel Bonifácio (que reside em Londres), os irmãos Manuel e Ana Carrondo, Rui Lourenço, Serafim Barbosa, Ti Guilhermina; dos brasileiros Albino Braz, Camilo Raimundo, Evaristo Rodrigues, Jesuys Crystiano, José Teófilo Resende e Marilena Pelosi, além de preciosos desenhos de anónimos angolanos.

É a terceira vez que a Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva acolhe a Arte Bruta da Colecção Treger / Saint Silvestre — do Centro de Arte Oliva, o único centro de arte que alberga uma colecção deste campo artístico na Península Ibérica.

Durante a exposição será exibido no Auditório do Museu um filme dedicado à Arte Bruta: Eternity has no door of Escape | Encounters with Outsider Art, do realizador Arthur Borgnis.

Será ainda lançado um catálogo sobre a exposição com textos de Stefanie Gil Franco e António Saint Silvestre.

E ainda em Setembro de 2019, Lusofolia: A Beleza Insensata estará em exposição no Centro de Arte Oliva, em S. João da Madeira

Mais informações:

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Acolhida pelo centro cultural dinamizado pela Trienal de Arquitectura de Lisboa, Arquitectura Visionária é uma exposição com curadoria de Antonia Gaeta a partir da Coleção Treger Saint Silvestre que integra o programa paralelo da 3ª edição da feira internacional de Arte – Arco Lisboa 2019.

“Nesta exposição o visionário é uma idealização; o impraticável uma utópica perfeição, uma imagem mental dissociada da natureza física do mundo real, a ocasião de reconstrução do mundo como cada artista pensa que deveria ser ou em todo o caso, um convite a descobrir e construir uma narrativa própria. Cada obra apresentada é, ao mesmo tempo, síntese de construção formal e intelectual, expressão de relações entre as formas, equilíbrio entre as cores, aprimoramento e perfeição. É nessa linha que o número de ouro acompanha e desafia a construção de projectos, de protótipos ligeiros capazes de se adaptarem ao nomadismo ou alimentar a fantasia de uma casa voadora ou sobre rodas, a união de imaginação e funcionalidade, o essencial e o aleatório. Surgem, desta maneira, invenções brilhantes e desequilibradas, desafios perceptivos, uma ideia traçada no espaço feita de relações físicas entre arquitectura e natureza, o céu e a terra. E ainda um sem-fim de relações hierárquicas entre o divino e a sociedade, com enigmas por solucionar dentro de estruturas espaciais claustrofóbicas, uma visão que aglomera o mundo inteiro e sobrevive puramente como visão artística.” [Antonia Gaeta]

Artistas: A.C.M., Adolf Wölfli, Alexandro García, Alexandru Chira, Arumugam, Beverly Baker, Carlo Franco Stella, Daniel Gonçalves, Eugene Von Bruenchenhein, Georges Widener, Gianni Antonelli, Jesuys Crystiano, John Devlin, Kostia Botkine, Leopold Strobl, Prophet Royal Robertson, Titov Yuri Vassilievich, Welmon Sharlhorne e Wesley Willis.

Exposição coorganizada pela Trienal de Arquitectura de Lisboa, Centro de Arte Oliva e Treger/Saint Silvestre Art Brut.

 

Design de Exposição: Ramiro Guerreiro
Montagem : SetUp

Press Kit (PT / ENG)

Somos todos “negros” mesmo se muitos nunca o souberam, ou já se esqueceram.
A África foi o berço da Humanidade, que partiu à conquista do planeta e, segundo o clima, a alimentação e mais outros elementos que desconheço, a pele humana passou do negro azulado ao castanho-escuro, claro, bege, bege avermelhado, amarelo, vários tons de creme e creme rosado, dito branco.
Quando a África se tornou no supermercado da Europa, que começou a servir-se não só das mercadorias como transformou os africanos em mercadorias que foram exportadas por esse mundo fora, sobretudo para as Américas, o homem “preto” perdeu nos olhos do homem “branco” a sua essência humana.
Este péssimo costume de vender pessoas como animais, sempre foi infelizmente o apanágio da raça humana, sem distinção de cores, mas nos últimos séculos foi decidido que os tons mais sombrios seriam menos valiosos, ignorando a imensidade de cientistas, escritores, poetas, desportistas, cantores e afins que as cores mais escuras da paleta ofereceram ao mundo. Não há raças mas tipos humanos, todos com as mesmas capacidades, os mesmos defeitos, os mesmos talentos e os mesmos direitos.
A África é um aglomerado de povos díspares, tão diferentes uns dos outros como os Suecos dos Italianos e os Russos dos Portugueses.
Mas a vasta criação artística de norte a sul é de uma imensa riqueza, como provam as pinturas rupestres do Zimbabué, as esculturas em terracota do povo Nok e Djenné, os objetos de Ife, os maravilhosos bronzes Igbo Ikwu e do reino do Benim.
E não só; tudo é arte e criação como as colheres de pau, as portas das casas, os objetos rituais, as máscaras tradicionais que inspiraram os artistas da “Arte Moderna”, sobretudo o maior de entre eles, Pablo Picasso.
Mesmo fora da arte dita “nobre”, a reutilização de objetos da vida corrente como latas de soda, sacos de plástico, escovas de dentes, bombas de aerossol e muitos outros, são transformados em ”masterpieces“ pela força motriz da criatividade.
Tudo é pretexto para arte.
Tal como igualmente os meios mais convencionais e comuns a qualquer artista, como o lápis, o papel, as tintas e as telas.
Artistas africanos, “In and Out of Africa” e outros misturados provam que a cor da pele é um detalhe sem importância, não só nas qualidades gerais mas igualmente na força da criação artística. É o que vamos provar com a apresentação desta exposição baseada nas obras da colecção Treger/Saint Silvestre.
Os artistas “in “ serão sobretudo contemporâneos, mesmo se marcados por uma certa onda “outsider “, os artistas “out” pertencem sobretudo ao mundo da “ Arte Bruta”.

 

Artistas In: Anonymous Angolan Artist, Ardmore Ceramic Art (Sfiso Myelase, Sabelo Khoza e Mickey Chonco), Aston (Serge Mikpon), Franck Lundangi, Colbert Mashile, Ezekiel Messou, Joël Mpah Dooh, Sam Nhlengethwa, Dexter Nyamainasche, Gérard Quenum, Moffat Takadiwa

 

Artistas Out: Gabriel Bien Aimé, Raimundo Camillo, José Castillo, Jesus Christyano, Mamadou Cissé, Thornton Dial, Donovan Durham, Misleidys Francisca Castillo Pedroso, Ted Gordon, Hassan, William Hawkins, John Henry Toney, Serge Jolimeau, Daldo Marte, Donald Mitchell, Camille-Jean Nasson, Marilena Pelosi, Royal Robertson, Lionel Saint Eloï, Welmon Sharlhorne, Hnery Speller, Mary Tillman Smith, José Teófilo Resende, Mose Ernest Tolliver, Victor Ulloa, Ray Vickers, Melvin Way, Wesley Willis

Figurativos, místicos e revolucionários – Obras da Coleção Treger Saint Silvestre

A exposição Figurativos, místicos e revolucionários – Obras da Coleção Treger Saint Silvestre é um projeto expositivo dos colecionadores pensado a partir da fusão de obras que se encontram entre as “revoluções figurativas”, a arte fantástica e a arte vudu – universos que compõem a coleção de arte bruta em depósito no Núcleo de Arte da Oliva. A metamorfose de imagens que integram esta mostra apela a uma multiplicidade de dimensões, onde a perceção do público é perturbada por mundos paralelos que envolvem criaturas imaginárias, o onírico, a magia, bem como, as práticas ancestrais e ritualísticas da religião e culto vudu. Figurativos, místicos e revolucionários – Obras da Coleção Treger Saint Silvestre apresentou obras de artistas de várias nacionalidades.

Artistas: Abraham Hadad, Agnès Baillon, Alain Lacoste, António Saint Silvestre, Antonio Seguí, Armand Avril, Bernard Rancillac, Blalla W. Hallmann, Camille-Jean Nasson, Carolein Smit, Chan Kai-Yuen, Chris Hipkiss, Dado (Miodrag Djuric), Dexter Nyamainasche, Eduardo Zamora, Entang Wiharso, Eric Liot, Erró (Guðmundur Guðmundsson), Eudes Menichetti, Eva Alves, Franck K. Lundangi, François Burland, François Monchâtre, Fred Deux, Gabriel Bien-Aimé, Hans Verschoor, Hervé Loïc, Hugo Carrillo, Igor Andreev, Isabelle Jarousse, Jean Duranel, Jean-Claude Silbermann, Jean-Jules Chasse-Pot, Jean-Pierre Nadau, Jim Delarge, Joël Lorand, Joël Mpah Dooh, John Sylvestre, John Whipple, Jonas Balan, Josette Rispal, Julien Perrier, Karine Rougier, La Mère François, Laurence Favory, Lionel Saint Eloi, Loïc Lucas, Louis Pons, Luo Brothers, Marc Giai-Miniet, Mário Chichorro, Marlise Keith, Martine Orsoni, Maryan, Michel Gouéry, Michel Macréau, Mirabelle Dors, Miron Kiropol, Mónica Machado, Mozart Guerra, Olivia Stephan, Paul Amar, Peter Keene, Peter Saul, Petra Werlé, Philippe Dereux, Pierre Dessons, Poteau Dieudonné, Reinaldo Eckenberger, René Bértholo, Robert Combas, Sabrina Gruss, Sam Nhlengethwa, Sarah Moon, Serge Jolimeau, Stiina Saaristo, Tom Duncan, Valerio Adami, Victor Ulloa, Vitalis Čepkauskas, Winston Cajuste e Xurxo Oro Claro.